Desenvolvimento de novas lideranças e o coaching

Caros colegas estudantes e servidores, desejo a todos um grande ano de 2015. Vamos dar sequência a nossas reflexões sobre formação de novas lideranças nos Institutos Federais.  Para começar lembro que em seu livro “The heart of coaching”  Thomas Crane (200o) cita uma pesquisa realizada por Glenn Tobe and Associates:  foi dada aos gerentes lista de dez fatores de motivação para que eles indicassem quais os fatores que eles acreditavam fossem os mais importantes para as suas equipes. Depois a mesma lista foi dada para as equipes. Os três fatores do topo da lista dos gerentes foram salário, segurança e promoção. Para os liderados esses fatores ocuparam as posições 4,5 e 7. Na lista dos liderados foram mais importantes a apreciação, sentir-se parte do que está acontecendo e atitude compreensiva, que apareceram na lista dos gerentes nas posições 8, 10 e 9.

Vamos imaginar que esse teste fosse aplicado a algum departamento do IFSC. Mesmo que os fatores fossem diferentes, é muito provável que os resultados mostrem uma divergência entre as aspirações dos liderados e as percepções dos dirigentes. E esse é um dos fatores de conflito, já que sentir-se importante é uma das maiores necessidades para o bem-estar psicológico do ser humano. Por isso o líder que gera desenvolvimento e crescimento está oferecendo à sua equipe esse senso de importância, e esta naturalmente retribui na mesma moeda.  E daí a importância da formação permanente das lideranças.  E não basta um curso pontual. Estudos mostram que a mudança de postura das lideranças depende de um acompanhamento sistemático após a capacitação por profissionais preparados, os “coachs”.  O coach é um dos profissionais mais apreciados no mundo corporativo atual porque auxilia as lideranças a desenvolverem todo seu potencial humano e profissional.  Quando atuei como Reitor pro tempore em Santa Maria, no IF-Farroupilha,  tive a oportunidade de discutir alguns conceitos com a coach presidente da Intelectus Consultoria.  Minha percepção foi a de que muitas pessoas se consideram prontas quando assumem uma função mais elevada e se julgam preparadas para os desafios decorrentes da nova posição hierárquica. E é exatamente nesse momento em que deveriam considerar a possibilidade de buscar ajuda especializada para compor suas equipes e para traçar um plano de autodesenvolvimento. Quem não  se desenvolve continuadamente dificilmente compreende que é importante desenvolver outras pessoas.

Em uma passagem de seu livro “O líder-coach – líderes criando líderes”, Rhandy Di Stéfano conta a história de um profissional competente que vai crescendo na carreira a partir do desempenho técnico no desenvolvimento de projetos. De repente assume a posição de gerente de projetos e percebe que não mais gerencia projetos e sim pessoas que fazem os projetos. Aprender a tratar as pessoas com respeito e ajuda-las em seu desenvolvimento pessoal e profissional é fundamental para as lideranças éticas e servidoras.

Peter Senge no livro “Quinta Disciplina” propôs que as empresas sejam consideradas entidades orgânicas, organismos vivos que evoluem e melhoram e, assim, se adaptam melhor ao meio ambiente.  O processo de coaching tem como função principal a promoção do aprendizado e o desenvolvimento. E isso é fundamental porque a superação de desafios é uma das principais fontes de satisfação do ser humano.

Penso que é importante que as instituições capacitem suas lideranças para lidar com o estresse. Nos momentos de estresse e alta adversidade, aparece o líder. Diversos autores apontam que existe uma tendência natural do ser humano regredir quando o desafio se torna muito estressante. Isso é independente do QI ou de formação acadêmica. Situações em que o chefe grita aos berros com quem estiver próximo, equipes brigando por questões pequenas,  chefes paralisados e indecisos e equipes que perdem o foco são decorrentes da falta de capacitação.

Em nossas instituições não é incomum encontrarmos dirigentes que se esquecem que ocupam funções transitórias e que não são perfeitas a ponto de ironizar e desqualificar o trabalho de seus pares. São pessoas que não aprenderam a lidar com o estresse de forma saudável.

Atenciosamente,

Prof. Jesué Graciliano da Silva

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