Avaliação Institucional

Caros colegas, a cada ano como servidores docentes e TAEs – Técnico-Administrativos em Educação  somos avaliados por meio do Programa de Avaliação Institucional.  Isto é realizado de diferentes formas no país, respeitando-se as diretrizes legais. Os professores são avaliados pelos estudantes por meio de um formulário eletrônico. Também fazemos a autoavaliação, avaliamos e somos avaliado pela chefia imediata. Os TAEs também fazem a autoavaliação e são avaliados pelos colegas. Também avaliam sua chefia imediata.

O interessante é que muitos não compreendem o verdadeiro objetivo da avaliação institucional, que é a realização do feedback – entrevista de retorno para aprender com o processo.  E isso não é diferente do que fazemos ou deveríamos fazer em sala de aula. A avaliação deve ter como propósito o desenvolvimento pessoal e não ter caráter punitivo.

Durante a concepção desse formato de avaliação, entre os anos de 2008 e 2009 realizamos muitas discussões sobre como tornar a avaliação efetiva e como que a instituição e os servidores poderiam crescer e se desenvolver nesse processo. Em alguns casos o processo se torna meramente burocrático, onde os participantes preenchem os formulários sem uma reflexão sobre o assunto. Quando eu me avalio, o que levo em consideração para isso? Há referências claras? É por meio de comparação? E quando avalio meu superior hierárquico, será que tenho todos os elementos para perceber se ele está desempenhando bem seu trabalho? E como ele realmente sabe se estou sendo um bom professor?

Apesar dos formulários trazerem perguntas cujas respostas podem ser tabuladas e somadas, a verdade é que há subjetividade no processo. Por isso que o mais importante para a Comissão que criou esse modelo era a fase de entrevista, onde a chefia e o subordinado deveriam conversar em particular e em local reservado com o objetivo de ouvir pacientemente o ponto de vista do outro e aprender como poderiam melhorar efetivamente. Porque se recebemos uma nota baixa em algum item da avaliação é importante uma reflexão sobre os motivos que levaram a isso. Mesmo que se conclua que a má avaliação foi decorrente de falta de informação ou ruído.

Nem sempre a chefia imediata consegue acompanhar com precisão o desenvolvimento das atividades de toda sua equipe. Por isso é importante a conversa.

Também percebemos que era importante que a chefia imediata apresentasse sugestões para que o subordinado superasse as dificuldades verificadas. Em 2010 ou 2011, ao final da avaliação era obrigatório a chefia sugerir cursos que seu subordinado deveria realizar para melhorar seu desempenho. Por isso organizamos junto com a equipe da Diretoria de Gestão de Pessoas e do então Departamento de Educação a Distância o Programa  de Desenvolvimento dos Servidores. Começamos a disponibilizar internamente cursos EAD  para os servidores por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem Moodle utilizando parte do material didático já disponível e produzido para as aulas dos cursos da UAB – IFSC – Universidade Aberta do Brasil.*

Toda essa discussão foi realizada com a liderança da Luciana, da Letícia, da Neusa, Melissa, Tauan, Cláudia, de diversos outros colegas da Comissão de Avaliação e do apoio das Coordenadorias de Gestão de Pessoas de todos os câmpus. A parte de informatização do processo merece um comentário a parte, que teve a participação do Emerson – atual Diretor da DTIC, do Tauan, do Santini, do Marco Neiva e do Eduardo Beck.  É a parte técnica que quase ninguém percebe.

Para finalizar essa análise sobre a importância da avaliação, lembro-me de uma frase de J.L.Moreno, que ilustra de forma precisa o que se espera de uma avaliação e feedback:

“Quando eu te encontrar face a face, olhar a olhar, que eu possa arrancar os teus olhos e colocá-los no lugar dos meus e que você possa arrancar meus olhos e colocá-los no lugar dos teus. Assim, você me verá com os meus olhos e eu te verei com os teus.”

A humildade é a base da empatia. Se uma pessoa se coloca humildemente no lugar do outro, consegue compreender que as necessidades de todas as pessoas são praticamente iguais. Às vezes não sabemos lidar com um elogio ou com uma crítica de forma madura. Um elogio algumas vezes é dado como forma de manipulação do subordinado quando este percebe que seu superior hierárquico gosta desse tipo de conduta. Saber receber uma crítica e um elogio de forma serena não é fácil.  Precisamos ter a serenidade de compreender que todas as pessoas estão sujeitas ao erro e ter a humildade para saber que temos que melhorar a cada dia. Quando recebemos elogios ficamos lisonjeados, mas não podemos nos acomodar e perder a humildade de compreender que isso não significa que somos perfeitos.

Como educadores estamos acostumados a avaliar os estudantes, mas às vezes temos dificuldades de receber um feedback, principalmente quando ele não é positivo. Penso que temos que aprender a dar e a receber elogios ou quando necessário uma crítica.

Cada um de nós está evoluindo a cada dia, no próprio ritmo. Não estamos prontos.

Atenciosamente,

Prof. Jesué Graciliano da Silva

*P.S. Para aqueles que não sabem o IFSC oferece cursos de graduação – tecnólogo e de especialização em diversas modalidades por meio da educação a distância. Temos alunos espalhados por 4 estados e por mais de 50 polos de EAD localizados no estado catarinense.

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