Participação nas eleições do IFSC

Caros colegas TAEs, docentes e estudantes, muito obrigado pelo carinho e apoio recebido durante todo o processo eleitoral.

Organizei um resumo não oficial dos votos. A Comissão Eleitoral deve publicar relatórios detalhados em breve. Mas serve como uma prévia. Aliás, gostaria de parabenizar cada pessoa que ajudou nesse processo. Foi um trabalho de gigantes. Todos estão de parabéns: mesários, Comissões Locais, Comissão Central.

dados eleicoes resumo

dados das eleições

Na manhã de sexta-feira liguei para cumprimentar os dois candidatos e desejar boa sorte na sequência de suas vidas.

Agora é hora de olhar para frente e nos unirmos para o bem do IFSC. É hora de deixar para trás as divergências. A eleição passou e agora temos muito o que fazer.

Parabéns também para todos os Diretores eleitos. Desejo muito sucesso para todos vocês.

Espero que vocês estabeleçam uma relação de cooperação e de solidariedade para resolver os problemas e desafios futuros. A proposta da regionalização não tem dono e pode ser adotada sem intermediários.

Espero que não se repitam as divergências entre a Reitoria e a Direção do câmpus Florianópolis. Os estudantes são os mais prejudicados.

Quando optamos por participar do processo eleitoral, sabíamos da dificuldade que teríamos para disseminar nossas propostas: organizar as ações a partir da regionalização, ampliar a autonomia dos câmpus e criar um ambiente onde os estudantes e servidores docentes e TAEs sintam-se bem para estudar e trabalhar.

Desejamos construir um ambiente onde pensar diferente seja bem vindo. Onde a divergência e o dissenso qualificado sejam exercitados com respeito e civilidade.

união

Depois de 2 meses de greve, optamos por manter nossas atividades normais durante a campanha. Ninguém se afastou de suas atividades.

Também optamos por fazer uma campanha com custo máximo de 5 mil reais.

A falta de tempo teve um preço. Muita gente acabou não conhecendo nossas propostas. O que nos alegra é que no câmpus Lages, onde apresentamos as propostas nos 3 turnos fomos vitoriosos. E em nenhum outro lugar conseguimos fazer isso. Não houve tempo. Em alguns câmpus falamos somente para 10 alunos e 5 servidores. Fica o aprendizado.

E nossa proposta não é muito simples de ser compreendida também. Ela fala de questões que são abstratas como regionalização, autonomia e identidade. Não prometemos ginásios, prédios e nem distribuímos brindes e promessas vazias.

No câmpus São José, onde trabalho há 22 anos, soube que houve um trabalho muito intenso de desconstrução de minha imagem como gestor público. Esqueceram que quando fui Diretor do câmpus recebi aprovação de 83% da comunidade (pesquisa realizada pela DGC em 2006). Também houve forte defesa do voto útil. Isso aconteceu também em outros câmpus, conforme me relataram.

Também espalharam que eu seria contra a flexibilização da jornada dos TAEs. Mesmo tendo sido eu um dos autores do regulamento da flexibilização da jornada de trabalho. Gravei um vídeo denunciando a mentira. Mas mentira repetida mil vezes…

Depois espalharam que eu iria dividir os votos da oposição e isso faria a Reitora ser reeleita.  Logo, todos deveriam votar no candidato Gariba para não se ter continuidade. Interessante que isso funcionou bem nos TAEs, mas não com os docentes e estudantes. E não adiantou tentar manipular os estudantes com bolinhas e brindes. Recebemos uma expressiva votação dos estudantes, onde atuamos como docente.

Em Florianópolis também foram disseminadas as mesmas questões. Mas vejam que tivemos boa votação entre os estudantes (quase metade da votação do Gariba e da Maria Clara), mesmo não tendo conseguido fazer nenhuma apresentação para eles. Cabia aos professores levar os estudantes ao auditório. E isso não foi feito. Isso ocorreu também em outros câmpus. Também não foi permitido que passássemos em salas de aula. Uma pena. Penso que todos os candidatos deveriam ter o mesmo tempo de apresentação obrigatória nos 3 turnos. Isso foi bem realizado em Jaraguá do Sul. Fizemos apresentações lá de tarde e de noite.

A tese do voto útil em Florianópolis e em diversos outros câmpus / Reitoria também foi disseminada, conforme alguns relatos que me chegaram. Mas mesmo assim recebemos 76 votos de TAEs de Florianópolis.

Penso que dificilmente esses 76  votos dos TAEs seriam dados ao Gariba, caso nossa candidatura não tivesse sido lançada. E a diferença entre Maria Clara e Gariba teria sido muito mais ampliada. Por isso refuto qualquer tentativa de ser responsabilizado pelo continuísmo. A reitora venceu porque teve mais votos. É bem simples e cabe a ela ser a Reitora de todos os servidores e estudantes do IFSC. E enfrentar os desafios de governar sem ter recebido os votos da maioria.

Trouxemos a questão da regionalização para os debates. Utilizamos ideias de Milton Santos para combater o excesso de centralidade. Trouxemos a questão da autonomia. Procuramos ser éticos na campanha. Procuramos tratar nossos adversários como queríamos ser tratados: com respeito e gentileza.  Mostramos para os estudantes que uma campanha deve ser baseada na força das ideias e não no poder econômico. Não distribuímos brindes. Não nos escondemos das perguntas difíceis. E no final, no último debate vimos que nossos argumentos estavam sendo defendidos pelos candidatos adversários. Uma grande vitória.

Se me perguntarem se faríamos tudo de novo ! Sim ! Com certeza.

Valeu a pena toda dedicação.  Estamos gratos e felizes com cada voto que recebemos. Eles foram conquistados pela força de nossas ideias.

E todos os componentes da chapa são vitoriosos. Ninguém entrou por causa de interesses pessoais ou menores. Entraram para defender a causa da AUTONOMIA e da REGIONALIZAÇÃO ! Sem perder de vista a questão da identidade. Ninguém passou dos limites da ética e da boa educação para defender nossas propostas.

Para mim, sucesso ou fracasso dependem das expectativas. Acredito mesmo é no acúmulo de experiências de vida. Acredito que devemos ter boas histórias para contar e que devemos assumir o protagonismo de nossas vidas. Se consideramos que as propostas das outras pessoas não são boas então devemos tentar vencê-las no debate e nas urnas. Não adianta ficar só reclamando e assistindo aos fatos.

Não somos favoráveis à reeleição, ao uso da máquina, ao abuso de poder econômico, à intimidação, à desqualificação dos adversários, e à ataques à honra e à vida privada.

Há diferentes maneiras de se vencer e de se perder. Perdemos vencendo. Vencemos onde era mais importante: no debate de idéias.

https://www.youtube.com/watch?v=U85-LEVoe6M 3o. debate

https://www.youtube.com/watch?v=60p6jb_1ssw 2o. debate

https://www.youtube.com/watch?v=qEl0GjlK-Dg 1o. debate

E cantar Belchior no final do debate não tem preço: você não sente, nem vê mas não posso deixar de contar meu amigo, que uma nova mudança em breve vai acontecer… que o que ontem era novo e jovem, hoje é antigo, precisamos todos rejuvenescer. O novo sempre vem… E vem mesmo. Não se preocupem. 

Nos debates, procuramos valorizar o legado da prof Soni, do prof Juarez Pontes, da profConsuelo Sielski mostrando para a candidata à reeleição que o IFSC não foi criado a partir de 2012 como algumas pessoas de sua equipe querem fazer parecer.

evolução

Somos contra a reeleição e contra o uso de “esperteza” eleitoreira, repetindo em menor escala o que acontece nas eleições gerais. Brindes, ameaças veladas, mentirinhas, gastos abusivos, uso da máquina…teve de tudo na eleição.  Mas agora é passado. Cada um deve saber conviver com os resultados de seus atos. 

Procuramos lembrar nas apresentações que não somos políticos. Somos educadores! Aliás, sou o único candidato que usou o nome social PROFESSOR nas cédulas. Afinal, mesmo ocupando diversas funções importantes, praticamente nunca deixei de ministrar aulas nesses 22 anos de IFSC!

Um filho de trabalhadores rurais, estudante de escola pública, que trabalha desde os 10 anos de idade poder concorrer a Reitor de uma das mais renomadas instituições federais do país é uma vitória. Poder debater de igual para igual propostas viáveis não tem preço!

Nessa eleição, foram discutidas questões importantes como o modelo de gestão, regionalização, autonomia e saímos do discurso do “nós contra eles”.

Agimos com correção moral e respeitamos a história de vida dos colegas adversários. Elevar o nível do debate foi nossa proposta e compromisso.

Mostramos com clareza que há outros caminhos e modelos de gestão. A maioria compreendeu isso. Porque a Reitora “venceu perdendo”, pois não teve a maioria dos votos. Ela pode até tentar ignorar esse fato. Mas saberá todos os dias dos próximos 4 anos que a maioria da comunidade acadêmica do IFSC não aprovou suas propostas e seu primeiro mandato nas urnas.

Sucesso ou fracasso dependem somente de nossas expectativas e de como vemos o mundo. Vamos pensar no Sol. Ele é uma estrela de quinta grandeza e isso significa que diversas outras estrelas que enxergamos no céu são muito maiores que ele. Mas enxergamos essas estrelas como pontos luminosos. Por outro lado, o diâmetro da Terra é cerca de uma centena de vezes menor que o Sol. Podemos simplificar dizendo que, se a Terra fosse do tamanho de uma laranja, o Sol teria mais de dez metros de diâmetro.

Já nós, os seres humanos, se comparados ao tamanho da Terra somos minúsculos, e muito mais insignificantes ainda se comparados com o universo. Portanto, todos os problemas humanos reduzem-se a nada na escala universal. Contudo, mesmo tão pequenos, temos consciência de nossa existência e de que somos únicos. Somos tão pequenos, mas, ao mesmo tempo, tão especiais. E esse é um paradoxo interessante, que foi resumido nos famosos versos do poema “Tabacaria”, do português Fernando Pessoa: “Não sou nada. / Nunca serei nada. / Não posso querer ser nada. / À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.” Sonhar é da essência humana.

Digo isso porque há muitos anos eu só me preocupava com os resultados finais. Esquecia de contemplar as flores e a paisagem quando estava subindo a montanha.  Atualmente, por já ter chegado no topo por 3 vezes antes, prefiro focar na paisagem que vejo durante a caminhada. O importante não é apenas chegar, mas sim como chegar. Tem que ser com honra, ética e com dignidade. Até porque acredito na liderança ética e servidora.

Discordo dessa forma de dividir as pessoas entre o bem e o mal. Todos nós podemos ter ideias diferentes e isso deveria ser bem vindo. Todos podemos contribuir para o IFSC ser uma instituição melhor.

Aprendi muito cedo que existem lideranças formais e informais. Ninguém tem o monopólio da ética, da democracia, da regionalização, da autonomia e da defesa da capacitação dos servidores, ou da melhoria do processo de ensino-aprendizagem.

Por isso é preciso sempre lembrar: a autoridade moral não depende de cargos. Ela não acaba quando deixamos uma função ou não surge do nada quando ingressamos nela. E nosso grupo pode andar de cabeça erguida por ter sido propositivo.

Churchill dizia: devemos  ser humildes na vitória e desafiadores na derrota…

Mas o que é vitória e o que é derrota mesmo? Somos todos vitoriosos quando atingimos nossos objetivos.

Obrigado super time: Volnei Rodrigues, Jose Antonio Bourscheid, Michelle Conceição, Everaldo Everaldo Silva de Oliveira, Emerson J. Soares e Vanderlei Mello!  Obrigado Samuel Silveira e Tiago Semprebom pela força no marketing ! 

Vocês são todos vitoriosos !

Agradeço mais uma vez a confiança.

Professor Jesué Graciliano da Silva

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