Usar ou não usar, eis a questão…

Com a popularização dos smartfones, a utilização de aplicativos educacionais vem aumentando. Enquanto algumas escolas proíbem o uso dos celulares em sala de aula, outras vêm adotando metodologias que incentivam seu uso em conjunto com óculos de realidade virtual.

Pessoalmente sou favorável ao uso consciente desses equipamentos. Considerando que a média de computadores por escola brasileira é menor que 10 e que há mais de 200 milhões de celulares em circulação devemos procurar alternativas para que os celulares sejam aliados da educação. Como exemplo tem-se o projeto Google Expeditions.

Esse é um assunto polêmico. Na semana passada a França aprovou uma lei proibindo os celulares não só nas salas de aula, mas também nos intervalos e almoço. Procurei o projeto de lei sobre o assunto. Verifiquei que durante sua campanha para presidente Macron se comprometeu a proibir o uso de telefones celulares em escolas primárias e faculdades.

O celular não é nem bom nem mal, depende do uso que fazemos dele. Da mesma forma que pode ser utilizado para contribuir no processo de ensino-aprendizagem, também pode contribuir para a alienação da realidade. As pessoas parecem estar perto, mas na verdade estão longe demais uma das outras em seus jogos virtuais ou sociais. É para pensar.

Gosto sempre da filosofia oriental: caminho do meio. Talvez daqui uma ou duas décadas, quando a aplicação da lei francesa for avaliada dentro de uma metodologia apropriada venhamos a descobrir que os franceses estavam mais uma vez certos… Digo isso porque foram eles quem criaram as primeiras Escolas Politécnicas lá em 1795…duas décadas antes dos alemães.

Vejam o projeto de lei:

“O uso de telefones celulares está se desenvolvendo significativamente entre os jovens. O barômetro digital estabelecido pela Autoridade Reguladora de Comunicações Eletrônicas e Postos (ARCEP) indica que 93% dos jovens de 12 a 17 anos têm telefone celular em 2016 (72% em 2005). De acordo com uma pesquisa realizada em junho 2017 pela Comissão Nacional de Informática e Liberdades (CNIL) e a Associação Geração Digital, 63% dos estudantes de 11-14 anos estão em pelo menos uma rede social, e 4 de 10 deles mentem sobre sua idade. Atualmente, o uso do celular durante atividades de ensino e nas escolas provoca muitas disfunções incompatíveis com a melhoria do clima escolar. De fato, é provável que seu uso incentive os alunos a desenvolver práticas maliciosas ou de risco (cibersexo) e expô-los a conteúdos violentos ou chocantes (pornografia). Durante as atividades de ensino, a proibição do uso de telefones celulares proporcionará aos alunos um ambiente que permita a atenção, concentração e reflexão necessárias à atividade, compreensão e memorização. No tempo de recreação, o uso de telefones celulares pode ser prejudicial, reduzindo a atividade física e limitando a interação social entre os alunos. Seu uso pode impedir a construção de uma socialização harmoniosa, essencial para o desenvolvimento das crianças. Além disso, o uso de telefones celulares está na origem de grande parte das incivilidades e distúrbios dos estabelecimentos: quebra e roubo. Eles também servem frequentemente como suporte para o assédio virtual, que também exporta violência fora das instituições. Por fim, os telefones celulares podem facilitar o acesso a imagens violentas, incluindo imagens pornográficas. A proibição do uso de telefones celulares é uma das ferramentas para limitar a exposição de jovens a imagens chocantes. A proibição do uso de telefones celulares em escolas e faculdades responde tanto aos desafios educacionais quanto às questões da vida escolar. É por isso que um grande número de escolas pratica uma proibição total de telefones móveis, muitas vezes para a grande satisfação dos jogadores, mas na ausência de um quadro legal adequado. Por conseguinte, é necessário consolidar o quadro jurídico que permita a proibição efetiva dos telemóveis em todas as escolas e colégios e garantir aos diretores e chefes de escolas que implementam esta proibição. Esta proibição não diz respeito aos usos educacionais do telefone celular, parte de um projeto educacional específico e supervisionado pela equipe educacional. Este é o propósito desta proposta, que é proibir o uso de telefones celulares em creches, escolas primárias e faculdades. PROPOSTA DE LEI – O artigo L. 511-5 do Código da Educação diz o seguinte: Art. L. 511-5. – Exceto nos locais onde, sob as condições especificadas pelas regras de procedimento, é expressamente autorizado, o uso de um telefone celular por um aluno é proibido em creches, escolas primárias e faculdades “.

Entrevista com Ministro da Educação da França.

http://unesdoc.unesco.org/images/0021/002196/219641E.pdf
Diretrizes de políticas da UNESCO para a aprendizagem móvel (ePUB and PDF)

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A seguir estou disponibilizando algumas pesquisas realizadas sobre o assunto:

https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/134026/000979581.pdf?sequence=1

https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/134444/000986009.pdf?sequence=1

Clique para acessar o 2014_EstevonNagumo.pdf

Clique para acessar o Disserta%C3%A7%C3%A3o_Waldir-Ferreira-Silva-Jr.pdf

https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/167282/TCC%20Silva.pdf?sequence=1

Clique para acessar o dissertacao_Leonardo_Vieira.pdf

https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/148613/romanello_la_me_rcla.pdf?sequence=3&isAllowed=y

Clique para acessar o CT_PPGTE_D_Kobs%2C%20Fabio%20Fernando_2017.pdf

Clique para acessar o R1790-1.pdf

Boa leitura:

Prof. Jesué Graciliano da Silva

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