Segredos da Inteligência Financeira – com exemplos resolvidos

Enfim, no dia do servidor público tive uma pausa na campanha para concluir esse trabalho. Acabei de publicar na Amazon o livro Segredos da Inteligência Financeira – com exemplos resolvidos. Trata-se de educação financeira de um jeito diferente, onde a matemática financeira vai sendo inserida aos poucos nas pequenas estórias.  Meus sinceros agradecimentos aos professores Sérgio Florentino, Carlos Boabaid, João Bez e Volnei Velleda pelas sugestões. Elas continuam sendo bem vindas. A ideia de publicar esse texto surgiu da necessidade de ofertarmos um curso extracurricular sobre Educação Financeira para os estudantes do câmpus São José.

 

 

É senso comum que uma pessoa alfabetizada financeiramente compreende melhor como ganhar, gastar, investir e poupar seu dinheiro. No entanto, muita gente não entende a diferença entre juros simples e compostos e que não conseguem acumular uma reserva financeira para emergências. Há mais de 50 milhões de brasileiros com o nome negativado no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

Nesse contexto, em 2018 foi aprovada a nova lei da Base Nacional Comum Curricular, que trata das diretrizes nacionais para educação no Brasil. Pela primeira vez, a educação financeira passou a fazer parte dos currículos obrigatórios de todos os colégios do país, sendo um dos assuntos abordados no ensino da matemática. Penso que um país economicamente mais saudável começa com ensinamentos simples em casa, por isso nas páginas seguintes vamos conversar um pouco sobre economia de um jeito bem prático.

Também vamos mostrar como as taxas de juros e a inflação impactam nossas vidas. Uma boa gestão financeira depende essencialmente de disciplina e de tempo.

Quanto mais cedo desenvolvermos a inteligência financeira das crianças melhor. A conscientização financeira deve começar desde a infância, quando as crianças estão absorvendo conhecimentos que contribuirão para a formação de sua personalidade.

Por isso procurei escrever como se estivesse contando uma estória para meus dois filhos adolescentes. Alguns assuntos, mesmo que possam parecer mais técnicos podem dar início às discussões sobre o assunto.

Espero que este texto leve à reflexão sobre nosso comportamento em relação ao dinheiro. Ter consciência é o primeiro passo para uma mudança efetiva.

Está na Amazon !   Mas os amigos interessados em uma versão pdf podem solicitar por email.

Prof. Jesué Graciliano da Silva

Considerações sobre flexibilização da jornada de trabalho

Na semana passada o assunto Flexibilização da jornada de trabalho foi muito comentada no debate para Reitor do IFSC. Considerando a complexidade do assunto e as versões apresentadas no debate senti me na obrigação de gravar esse vídeo de esclarecimentos.

Esse é um assunto que parece ser de interesse apenas dos servidores. Mas os estudantes também são impactados por essa questão. O que ocorre é que em 1995 o Decreto 1590 autorizou que os servidores trabalhassem seis horárias seguidas desde que o atendimento ao público fosse realizado durante no mínimo 12 horas diárias sem intervalos. Houve ampliação do atendimento ao público sem a necessidade de fechamento dos setores ao meio dia e no intervalo da tarde para a noite.

Durante a vigência da flexibilização o IFSC recebeu por seis vezes consecutivas o título de melhor centro de educação federal do país. Isso se deve principalmente aos nossos estudantes e ao valoroso trabalho dos colegas servidores TAEs e docentes. Por isso é preciso defender a forma como vinhamos trabalhando até então junto aos órgãos de controle.

Recentemente essa questão voltou ao debate porque houve restrição à concessão da flexibilização. Em alguns setores há pessoas trabalhando oito horas e outras seis horas por dia. Essa diferença tem gerado a insatisfação e revolta. Essa insatisfação tem prejudicado o ambiente de trabalho prejudicando por consequência os estudantes.

Muitos não fazem ideia, mas a luta pela flexibilização é longa. Começou com a assinatura de uma portaria de concessão pela saudosa professora Soni de Carvalho – ex-Diretora da ETF-SC –  logo depois da publicação do Decreto 1590 pelo Governo Federal.

Esse assunto sempre foi objeto de auditoria ao longo dos anos seguintes. A situação em 2007 era a pior possível.

No final do ano, o Colegiado Administrativo havia decidido suspender a flexibilização a partir de 2008. A seguir mostro um extrato da ata de 19/11/2007.

Ata da 13ª reunião Ordinária do Colegiado Administrativo do Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina realizada no dia dezenove de novembro de dois mil e sete.

Aos dezenove dias do mês de novembro de dois mil e sete, ás quatorze horas, na Rua 14 de Julho, 150, bairro Coqueiros, Florianópolis, Santa Catarina, reuniu-se na sede da Unidade Continente, o Colegiado Administrativo do Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina, sob a presidência de Consuelo Aparecida Sielski Santos. Estavam presentes os seguintes conselheiros: xxxxxxx   Outros Assuntos. Consuelo Aparecida Sielski Santos informou que entre os dias vinte e seis e vinte e oito de dezembro haverá expediente normal. Já durante o mês de janeiro, o expediente terá horário reduzido, conforme a seguir: de segunda a quinta-feira expediente das treze às dezenove horas e às sextas-feiras das oito às doze horas. Foi discutido sobre a normatização da jornada de trabalho dos servidores, a partir de dois mil e oito todos deverão se adequar à jornada de oito horas de trabalho, caso contrário deverão solicitar redução de carga horária com desconto proporcional na folha de pagamento. Foi informado que a nova proposta para avaliação do estágio probatório será a apreciada pelo Colegiado de Recursos Humanos e posteriormente será posta em prática. xxxxxxxxxxxxxx

Em fevereiro de 2008  assumi a Diretoria Sistêmica de Gestão do Conhecimento. Por entender que essa mudança teria impactos negativos no ambiente de trabalho procuramos reabrir o debate. Não foi fácil encontrar uma redação consistente para garantir a flexibilização. Trabalhei alguns meses até chegar no teor da versão original da Resolução 08/2008, inspirando-me em um regulamento do TCU.

A Resolução 08/2008 foi revogada dois anos depois.  E um grande conflito se instalou. O começo de 2011 foi difícil.

 

Soubemos já no final de janeiro da decisão da então Reitora Consuelo de renunciar ao cargo para assumir a chefia da Universidade dos Correios. A renuncia colocaria a instituição em uma situação difícil pois haveria necessidade de realização de uma nova eleição em 90 dias. E esse fato por si só já seria traumático. Além disso a revogação da Resolução 08/2008 trouxe um clima de grande insegurança e de apreensão.

A partir de intensa pressão do SINASEFE foi criado um Grupo de Trabalho para escrever uma minuta de um novo regulamento da flexibilização.

Por saber que eu poderia vir a substituir a então reitora em caso de renúncia declinei de participar do Grupo de Trabalho, mesmo sendo o pró-reitor com mais conhecimento sobre o assunto.

Havia a possibilidade da Diretora Executiva vir a assumir a Reitoria, mas ela era TAE e sua nomeação poderia não ser aprovada pelo MEC.  Mesmo não fazendo parte do GT disponibilizei todos os meus documentos sobre o assunto e participei de algumas reuniões. Elaborei inclusive resumos das apresentações do ex-reitor do IFSUL, prof. Antônio Brod e do Procurador Federal Dr. Roberto Von Jelita para o GT.

Na última semana de junho de 2011 estava em Brasília representando a então pró-reitora de administração no Forplan e a então reitora no CONIF.  Soube que uma reunião com o GT e a então reitora havia sido realizada no dia 27 de junho. Mas não recebi nenhum relato da reunião. O que recebi foi a minuta elaborada, mas eu já a conhecia por estar acompanhando os trabalhos.

Com a renuncia da então reitora, foi publicada a minha nomeação no Diário Oficial da União do dia 29 de junho de 2011. Eu estava em Brasília no CONIF. Somente no dia 1 de julho retornei para Florianópolis. Não foi possível realizar uma conversa formal e trocar informações como se espera em uma transição normal do cargo de reitor porque prof. Consuelo havia ido para Brasília.

Acabei ligando para a ex-reitora mas recebi informações contraditórias sobre o assunto. Houve um grande ruído de comunicação. Para mim foi dito que o documento apresentado pelo GT da flexibilização era apenas um rascunho e que deveria ser revisado para ser transformado em uma Resolução. Do coordenador do SINASEFE (PH) recebi a informação de que a ex-reitora Consuelo havia acordado que o documento deveria ser assinado como estava. Mas ela não assinou.

Esse fato levou a um impasse. Na reunião do Colégio de Dirigentes de 4/7/2011 não se encontrou uma solução para o impasse. Mesmo diante de tanta controvérsia revisamos juridicamente a minuta e publicamos a Portaria 962/2011 com o objetivo de pacificar a questão. Somente em 2014 a portaria foi revogada e substituída por outra com pequenas alterações.

Se as informações sobre a reunião com o GT / Sinasefe / Reitoria tivessem sido repassadas por escrito com certeza os desdobramentos seriam outros. O desgaste serviu de lição.  Os erros cometidos nesse processo foram importantes nas experiências no IF-Farroupilha e no IFPR. Felizmente podemos aprender e evoluir com o tempo. Os resultados foram positivos mas o processo foi equivocado.

Hoje o IF-Farroupilha e o IFPR também tem regulamentos similares ao nosso. Não é coincidência.

Errar é humano. O que não podemos nunca é mentir e enganar as pessoas.

https://linkdigital.ifsc.edu.br/files…

https://blogdiariodoreitorifpr.files….

https://teses.usp.br/teses/disponivei…

http://w2.iffarroupilha.edu.br/site/m

 

Atenciosamente,

Prof. Jesué Graciliano da Silva

Unindo forças por um IFSC melhor

Nossa campanha para a reitoria do IFSC está chegou à terceira semana. Nossas propostas têm sido muito bem recebidas pelos colegas servidores TAES, docentes e estudantes. Estamos confiantes que receberemos o voto de confiança da comunidade acadêmica para que no dia 13 de novembro possamos passar para o segundo turno. Nossa proposta de humanização das relações de trabalho tem como base a devolução do protagonismo aos câmpus por meio da ampliação da autonomia perdida ao longo do tempo. Para saber mais acesse o site garibareitor.com.

 

Nas apresentações temos respondido perguntas bem interessantes. No vídeo abaixo gostaria de comentar uma pergunta que me fizeram em uma das conversas dessa semana:

“Um professor em estágio probatório pode ser candidato a reitor?”

A pessoa que me perguntou estava se referindo ao candidato André, que tomou posse como docente no dia 19/1/2017 (Portaria 144/2017). A Lei n. 8.112/90 não impede que um servidor em estágio probatório ocupe função.

Mas a Lei n. 11.892/2008 dos Institutos Federais diz que somente professor pode concorrer ao cargo de reitor e que precisa ter cinco anos em efetivo exercício em instituição federal de educação profissional e tecnológica. Fica implícito que um candidato deveria ter atuado cinco anos como docente, mas como isso pode ser objeto de interpretação legal não entramos com pedido de impugnação para não judicializar o processo eleitoral. Somando-se o período em que ele atuou como TAE e o período em que atuou como docente ele cumpre os requisitos legais.

Mas só tem um probleminha que também fiquei em dúvida. Os amigos podem me ajudar. No meu entendimento ele deveria ser avaliado no estágio probatório para a função para a qual ele foi concursado (docente) e não pela sua atuação enquanto pró-reitor da Maria Clara.

Basta ver o regulamento do Colegiado de Desenvolvimento de Pessoas sobre o assunto: RESOLUÇÃO 008/2019/CDP: Art. 4 º Para os professores, conforme previsto no artigo 24 da Lei nº 12.772/2012 e no artigo 7º da Portaria MEC nº 554/2013, além dos critérios de avaliação previstos no artigo 3º desta Resolução, a avaliação de desempenho deverá considerar: O desempenho didático, avaliado com a participação dos estudantes. Mas se ele não estiver ministrando aulas, como pode ser avaliado? É isso, espero que tenha respondido ao questionamento.

 

 

Atenciosamente,

Prof. Jesué Graciliano da Silva

 

Novos desafios…

Há quatro anos, junto com diversos colegas, participamos do processo eleitoral do IFSC com o objetivo de apresentar um modelo de gestão alternativo ao atual.

Os debates foram momentos importantes para a discussão e esclarecimento das propostas. Novas eleições se aproximam. É preciso aprender com o passado e não repetir os mesmos erros. Sempre com diálogo e  união.  Podemos muito mais juntos, sem vaidades, para o bem da instituição.

Depois de quase quatro anos de conversas, enfim estamos reunidos em um mesmo time.

Entendo que os câmpus devem ser protagonistas do processo ensino-pesquisa-extensão, uma vez que estão próximos das necessidades de suas comunidades. A reitoria tem o papel de mediação. Seu papel é político estratégico e não operacional como vem acontecendo. Os docentes e TAEs dos câmpus precisam de autonomia para exercer bem suas funções, sem burocracia e sem o peso do controle.

A reitoria deve restabelecer a confiança na criatividade das pessoas, deixando que os câmpus manifestem suas diferenças em sintonia com os aspectos culturais e socieconômicos locais. Quando não há prejuízo aos demais câmpus, toda inovação precisa ser bem vinda e compartilhada.

Essa postura tem o poder de contribuir para a melhoria do clima organizacional. Na gestão democrática é importante respeitar as diferentes formas de  pensar a instituição.

É preciso mais HUMILDADE para ouvir com a atenção as necessidades das pessoas que constroem a instituição no dia a dia. O papel da reitoria é o de ajudar para que os servidores docentes e TAEs façam bem feito seu trabalho.

E tudo isso porque é necessário colocar o êxito estudantil no centro das atenções. Porque isso dá um significado especial ao trabalho dos docentes e TAES.

Que venham novas eleições !

Prof. Jesué Graciliano da Silva