Por que escolhi apoiar professor Gariba para Reitor?

Tenho respondido muito essa pergunta ao longo das últimas semanas. No vídeo a seguir estou explicando detalhes dessa união por um IFSC melhor.

Nas eleições de 2015 construímos em separado planos de gestão que tinham um mesmo objetivo: mudar o modelo de gestão por meio da ampliação da autonomia dos câmpus. Mas minha equipe trouxe para o debate a questão da articulação dos câmpus de uma mesma região por meio dos Conselhos de Desenvolvimento Regional. Na época chamamos essa ideia de regionalização, que é bem diferente da forma como a atual gestão vem utilizando essa expressão. Essa proposta foi construída a partir do estudo da obra do grande geógrafo brasileiro Milton Santos.

Durante a fase de pré-inscrição das chapas combinamos com prof. Gariba que estaríamos juntos em um eventual segundo turno. Mas o CONSUP não aprovou o segundo turno em uma reunião que considero controversa, pois foi conduzida pela atual reitora – que tinha interesse direto na decisão.

O grupo que me apoiava definiu que devíamos seguir em frente e submeter nossa proposta para apreciação da comunidade acadêmica. Mas combinamos que não faríamos uma campanha propositiva, respeitando a trajetória dos adversários. O objetivo era mostrar que era possível a implantação de um novo modelo de gestão. Nos três debates ressaltamos que as eleições do IFSC têm caráter pedagógico e são importantes para a formação cidadã.

A soma dos nossos votos foi superior ao total de votos obtidos pela atual reitora, que foi beneficiada da não realização de dois turnos. Ela foi reprovada em seu primeiro mandato, mas mesmo assim foi empossada novamente sem a aprovação da maioria da comunidade acadêmica.

Logo depois da eleição procuramos fazer uma avaliação do processo. Compreendemos que a mudança do modelo centralizador e burocrático dependia de nosso entendimento como oposição. Analisamos o mapa eleitoral e concluímos que houve utilização dos eventos institucionais (JIFs e SEPEI) como forma de propaganda antecipada. Observamos que diversos ocupantes de CDs da reitoria contribuíram financeiramente para a campanha, o que desequilibrava o processo. Entendemos que não poderíamos mais dividir votos na próxima eleição. Não poderíamos deixar que um novo candidato apoiado pela atual reitora fosse eleito sem a maioria dos votos.

Por reconhecer que prof. Gariba possuía um capital eleitoral maior, entendi que deveria apoiá-lo. Tomei essa decisão ainda em 2016. Ao longo dos últimos anos recebi o incentivo de dezenas de colegas. Muitos me disseram que eu deveria ser candidato em 2019. Expliquei lhes que ficava honrado com a confiança, mas que era estratégica a união de forças para viabilizar a necessária mudança institucional. Além disso dei minha palavra ao prof. Gariba.  E meu pai me ensinou que o combinado não é caro. A única condição que estabeleci foi a de que algumas ideias contidas no nosso plano de gestão apresentado em 2015 fossem acolhidas no plano de gestão de 2019.

Durante os últimos  quatro anos mantivemos um diálogo saudável sobre a conjuntura política do IFSC. Foram muitos cafés para afinar nossas ideias. No mesmo período concluí minha tese de doutorado e dediquei-me a produzir material didático utilizando novas tecnologias educacionais.

A partir do mês de agosto desse ano começamos a construir coletivamente um novo plano de gestão.  Desde o início procurei deixar prof. Gariba livre para escolher os nomes de seus futuros pró-reitores levando em consideração a maior representação das mesorregiões catarinenses possível. A minha presença na chapa para Reitoria não era a maior preocupação.

Meu maior objetivo era contribuir para evitar que o atual modelo de gestão centralizador e burocrático da reitoria se cristalizasse e se perpetuasse a partir da eleição de um(a) candidato(a) aliado(a) à atual reitora.

Uma vez convidado pelo prof. Gariba à ocupar a pró-reitoria de Desenvolvimento Institucional estou humildemente colocando à disposição do IFSC a experiência que acumulei nos diversos cargos de gestão. Poucos professores brasileiros tiveram a oportunidade de ter servido seu país como reitor interino nos três estados do Sul do país.

Se a comunidade acadêmica der um voto de confiança para nossa equipe vamos trabalhar de forma incansável pela redução da burocracia, pelo aumento da autonomia dos câmpus e pela humanização das relações de trabalho.

Para isso precisamos de seu voto. Dia 13 de novembro vote Gariba 89 !

 

 

Atenciosamente,

Prof. Jesué Graciliano da Silva