Minha história de vida

Tenho 49 anos, sou casado com Sulayre há 18 anos e sou pai de dois filhos: Gabriela (16 anos) e Arthur (12 anos).

Nasci na cidade de Marília, que fica no interior de São Paulo, no oeste paulista a 4 horas da capital.  Sou o oitavo filho de uma família de trabalhadores rurais (bóias-frias).

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Meus pais eram pobres financeiramente, mas ricos em valores. Me ensinaram o valor do trabalho e da honestidade. Lembro-me que aos 5 anos acompanhava minha mãe e minhas irmãs na colheita do café.

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Comecei a trabalhar bem cedo. Inicialmente, dos 10 aos 12 anos em um bar e a partir dos 13 anos em um escritório de engenharia, onde aprendi a profissão de desenhista de arquitetura e de estrutura de concreto.

Dos 13 aos 18 anos aprendi a profissão de projetista na prática, por meio do sistema mestre-aprendiz. Praticamente entregava todo o salário que recebia para minha mãe para ajudar nas despesas da casa, como faziam meus outros irmãos e irmãs.

Trabalhava de dia e estudava a noite em uma escola pública da periferia (EEPG Antônio Reginato)

Como minhas notas eram boas, por orientação de meus patrões e professores passei a sonhar em cursar uma universidade, algo muito distante para meninos da periferia.

Trabalhava o dia todo e estudava em escola pública no período noturno. Ao me formar no Ensino Médio paguei  6 meses de cursinho. Com muito estudo consegui passar entre os 50 primeiros alunos do Curso de Engenharia Mecânica da UFSC no vestibular realizado em janeiro de 1989. A escolha desse curso se deve ao Guia do Estudante e aos conselhos de professores e amigos. O curso era considerado o melhor do país.

Iniciei o curso de graduação em fevereiro de 1989. Quatro anos e meio depois, em 14 de agosto de 1993, formei me Engenheiro Mecânico. Adiantei disciplinas porque não tinha dinheiro.

Trabalhei ao longo de toda engenharia como desenhista de arquitetura durante o período de férias para me sustentar. Minha família não podia me ajudar financeiramente. Fazia projetos e enviava pelos Correios para Marília. Durante a graduação também fui monitor de diversas disciplinas como Geometria Descritiva, Termodinâmica e Transferência de Calor.  Foi como monitor que aprendi a ministrar aulas.

Ao me formar antes do prazo tive a oportunidade de fazer o concurso para professor da ETFSC.

Um mês antes da formatura, comecei a lecionar como professor substituto na Uned São José. Um mês depois de formado realizei concurso público para professor efetivo da então Escola Técnica Federal. Fui aprovado e assumi o cargo de professor efetivo em 15 de dezembro de 1993.

E já são 26 anos de muito trabalho e luta a favor da educação profissional e tecnológica !

Nesses anos atuei em diversas disciplinas tais como: Projetos, Desenho Técnico, Segurança do Trabalho, Termodinâmica, Mecânica dos Fluidos, Mecânica dos Sólidos, Estatística e Probabilidades, Sistemas de Refrigeração e Instalações de Refrigeração e Ar-Condicionado.

Realizei Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho pela UFSC (1994-1995) e o Curso de Capacitação em Políticas Públicas – “Escola de Governo” pela UDESC (1995). Conclui o Mestrado na UFSC em 1999, na área de Ciências Térmicas (POSMEC). Conclui em 2017 o doutorado em Geografia – área de desenvolvimento regional.

Com objetivo de disseminar conhecimento técnico de maneira acessível aos inúmeros profissionais da área, implantei o primeiro curso de Educação a Distância – EAD da então ETF-SC na área de Refrigeração e Ar Condicionado, oferecido gratuitamente pelo Câmpus São José para profissionais de todo Brasil, desde o ano de 2000. Esta iniciativa permitiu o alcance de apoio financeiro da Fundação VITAE para criação de um laboratório móvel em refrigeração, equipado para atender todas as regiões do Brasil, e para elaboração de material didático (videoaulas e apostilas) específico para Educação a Distância (LEDIS). Ganhamos dois projetos VITAE entre os anos de 2001 e 2005.

Fui coordenador de área por três anos. Implantei junto com outros colegas o Grupo de pesquisa aplicada em Eficiência Energética – GERAC. Fui eleito em uma chapa com Nilva Schroeder e Silvana Ferreira Pinheiro e Silva para Diretor do Campus São José no final de 2002. Exerci o cargo de fevereiro de 2003 a fevereiro de 2007.  Nesse período propus a instalação do Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE do Sistema CEFET-SC), da vice-Diretoria Sistêmica. Também participei da Comissão do Estatuto do então CEFET-SC.

Mesmo trabalhando em um período de poucos recursos, realizei, junto com a equipe, diversas obras no câmpus, sendo as principais: revitalização da biblioteca e de todas as salas de aula (climatização, internet, kit multimídia móvel, cortinas, iluminação, instalação de mapas de Santa Catarina, Brasil e mundo), construção de 9 novos laboratórios, do Centro de Convivência, de Mini-auditório entre outras. Mas a maior conquista foi a melhoria do clima organizacional. Ao final do mandato uma pesquisa externa ao câmpus (DGC) avaliou que 83% dos servidores avaliavam como boa ou excelente nossa gestão. Enfrentamos também resistências mas procuramos agir com ética para contornar os problemas.

No início de 2008 fui convidado a atuar como Diretor de Gestão do Conhecimento do CEFET-SC. Em fevereiro de 2009 assumi a função de Pró-Reitor de Desenvolvimento do IF-SC. Contribui em diversas frentes.  Escrevi o projeto de Transformação do CEFET em IFSC, coordenei a construção do novo Estatuto, do novo Regimento Geral, do Plano de Desenvolvimento Institucional e contribui para a construção do Programa de Desenvolvimento de Servidores, do Sistema de Gestão de Pessoas, do Portal do Aluno, da nova Página do IFSC,  para a instalação da Assessoria de Assuntos Internacionais, para regulamentação da Licença Capacitação, para implantação do SCDP, para implantação do novo plano de carreira dos docentes, para implantação do Banco de servidores, para realização do Seminário de Ética, para a capacitação dos Diretores dos câmpus, para a criação da Vice-Diretoria da Unidade Florianópolis, para a instalação do Portal dos Colegiados e para a organização do programa de Intercâmbio dos servidores. Também coordenei a instalação do primeiro Conselho Superior do IFSC. Escrevi a proposta original dos regulamentos que organizaram a flexibilização da jornada de trabalho dos TAEs de 2008 a 2011.

Com a renúncia da prof. Consuelo, atuei como Reitor pro tempore do IFSC de 29 de junho a 15 de dezembro de 2011.

Na gestão interina implantamos o Blog Diário do Reitor, criamos o Fundo de Tecnologia da Informação, aprovamos o regulamento da flexibilização da jornada de trabalho (Portaria 962/2011), aprovamos o Laudo Técnico para concessão de adicionais de periculosidade e insalubridade, organizamos as Eleições Gerais para Direção dos câmpus e para Reitoria, implantamos o Projeto Reitoria Itinerante, organizamos as primeiras reuniões com Reitores da UFSC e do IFC, organizamos o lançamento do Fórum Mundial da Educação Profissional, escolhemos o terreno para construção do câmpus Tubarão,  contribuímos para a discussão sobre a internacionalização dos Institutos Federais por meio do Programa Ciências Sem Fronteiras e instalamos oficialmente a Ouvidoria-Geral do IFSC.

De fevereiro a maio de 2012 atuei como Ouvidor-Geral, quando fui responsável pela instalação do Serviço de Informação ao Cidadão (SIC) que contribuiu para ampliar a transparência ativa da instituição.

Após convite do MEC assumi como  Reitor pro tempore do IF-Farroupilha de  junho a outubro de 2012.  No IF-Farroupilha atuei como mediador de um conflito decorrente da não homologação dos resultados da eleição. Uma vez resolvido o impasse, instalamos a Comissão de Ética, a Ouvidoria, a Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional, o Programa de Desenvolvimento de Servidores e realizamos consultas para Direção nos câmpus com menos de 5 anos de instalação.  Realizamos pesquisa de clima organizacional onde foi possível perceber as principais preocupações dos servidores TAEs e docentes de cada câmpus.  Implantamos o Projeto Reitoria Itinerante e o Blog Diário do Reitor. Também contribuímos para discussão do Regimento Geral e para a implantação da flexibilização da jornada de trabalho.

No ano de 2012 escrevi o livro sobre Liderança Ética e Servidora, e recebi a Comenda Luís Inácio Lula da Silva do CONIF por relevantes serviços prestados à educação profissional brasileira.

No retorno para a Ouvidoria-Geral do IFSC, de março a julho de 2013 fui responsável pela realização de diversas Oficinas de Gestão e Liderança para os servidores.

No dia 9 de agosto de 2013, um dia após a deflagração da Operação Sinapse no IFPR, que apurou irregularidades e desvio de recursos da ordem de 11 milhões de reais na EAD, fui nomeado pelo Ministro da Educação como Reitor pro tempore do IFPR. Lá, procurei restabelecer os cursos EAD e garantir a apuração das irregularidades. Realizamos pesquisa de clima organizacional e interagimos com o Sindicato para promoção de melhorias no ambiente de trabalho. Realizamos eleição para instalação dos Colegiados dos câmpus, Instalamos os Conselhos CONSEPE e CONSAP. Valorizamos a atuação da Comissão de Ética e fizemos mudanças nos procedimentos administrativos para pagamento das obras. Realizamos os Jogos Nacionais dos Institutos Federais, o Seminário de Pesquisas SEPIN e promovemos a realização de cursos de intercâmbio com a Alamo Colleges (EUA). Também criamos o Programa de Desenvolvimento dos Servidores e assinamos a Portaria 43/2013 que possibilitou a implantação da flexibilização da jornada de trabalho dos servidores TAEs, conforme negociação realizada com o Sindicato.

Sou autor de alguns livros técnicos e da área de gestão pública: Introdução à Tecnologia da Refrigeração e Climatização (Editora Artliber), Do-discurso-à-ação Prof. Jesue Nilva e Silvana (Editora Nova Letra) e Liderança Ética e Servidora (Editora do IFSC)Desenho Técnico para Refrigeração e Climatização,  Segredos da Estatística – com exemplos resolvidos no software livre R, Transformação do CEFET-SC em IFSC: concepções, conquistas e desafiosSegredos da Inteligência Financeira – com exemplos resolvidos.

Também tenho estudado a aplicação dos Laboratórios remotos na área de refrigeração. Realizei estágio no ISEP – Porto em 2018 sobre o assunto. Outra atividade que vem desenvolvendo é a produção e disponibilização de conteúdos digitais para refrigeração. Em meu canal no Youtube disponibilizo mais de 400 videoaulas de curta duração (LEDIS EAD IFSC).

Carreira detalhada no IFSC

Para saber mais estou disponibilizando link para os blogs que escrevi pessoalmente durante as gestões como reitor interino. Minha comunicação direta com os servidores docentes, TAEs e estudantes nunca foi terceirizada.

Postagens no Blog Diário do Reitor do IFSC – julho a dezembro de 2011

Blog Diário do Reitor – IF-Farroupilha – junho a outubro de 2012

Blog Diário do Reitor – IFPR – agosto de 2013 a janeiro de 2014

A seguir mostro uma entrevista que concedi no último dia como reitor interino do IFSC.

https://www.youtube.com/watch?v=eOgl1x3bevg&feature=youtu.be

A seguir mostro algumas imagens que marcaram minha trajetória:

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Recebendo medalha e certificado por desenho: Prevenir acidentes é dever de todos. Desde criança venho desenvolvendo minha habilidade de desenhista. A partir do desenho artístico ingressei como auxiliar de desenhista em um escritório de engenharia aos 13 anos em 1983.

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Já como estudante da engenharia mecânica,  a profissão de desenhista contribuiu para o meu custeio na Universidade. As bolsas de monitoria também complementaram meus gastos.

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Em 1994, já como professor efetivo da ETF-SC tive minha primeira experiência de gestão como coordenador da área técnica de RAC. Na foto, prof. Volnei aparece ao fundo como coordenador adjunto de área. Realizei desde esse período diversos cursos de capacitação (Escola de Governo, Especialização em Segurança do Trabalho, Gestão empreendedora, Mestrado em Ciências Térmicas, Gestão em EAD etc).

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Em 1995, organizei o II Encontro Regional de Profissionais da Área de RAC e o I Encontro de Egressos. Esse evento vem sendo realizado desde então no câmpus São José com grande sucesso.

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Como professor, especializei-me na área de Projetos de Climatização. Acompanhamos o processo de informatização do câmpus. Comecei a ministrar aulas de CAD com um único computador em 1994 até que o Laboratório fosse implantado em 1997.

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Entre os anos de 2001 e 2002 atuei como Diretor Regional da ASBRAV-SC. Por meio dessa associação realizamos diversos eventos com os maiores profissionais da área de refrigeração e climatização do país. Na foto tem-se um registro do Seminário sobre a Crise Energética realizado no CREA-SC em 2011. No ano de 2002 participei da organização do Congresso e Feira Mercofrio em Florianópolis.

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Em dezembro de 2002 concorremos à Direção do câmpus São José (mandato de 12/2/2003 a 12/2/2007).  Na foto alguns apoiadores da nossa campanha.

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Na foto com meus filhos ainda crianças (2007). Antes de professor e dirigente sou pai. Tenho procurado estar presente na vida de meus filhos.

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Em visita ao MEC no ano de 2005 em busca de emendas parlamentares. Foi por meio delas que realizamos diversas obras importantes no câmpus São José tais como Centro de Convivência, Novos Laboratórios, Revitalização das salas de aula entre outros.

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Como Reitor pro tempore do IFSC pude empossar os novos Diretores eleitos em dezembro de 2011.

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Em 2012, atuei como Reitor pro tempore do IF-Farroupilha mediando um conflito decorrente da não homologação da candidata eleita. Comprovamos que houve lisura do processo eleitoral. Garantimos a vontade soberana da comunidade acadêmica e empossamos a reitora eleita.

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Em 2010, 2011, 2012 e 2013 estive visitando instituições de educação profissional dos Estados Unidos, Canadá  e Alemanha. Na foto – registro da visita ao Instituto Fraunhofer na Alemanha (Freiburg).

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Na foto tem-se um registro da minha passagem no IFPR, onde atuei como mediador de problemas envolvendo a EAD. Também organizei a realização de eleições para a composição dos Colegiados de todos os câmpus e assinei a portaria 43/2014, que regulamentou a flexibilização de jornada de trabalho dos TAEs no IFPR.

De 2015 a 2017 realizei o doutorado na Geografia – Área de Desenvolvimento Institucional, onde pesquisei a influência dos novos câmpus da Rede Federal no desenvolvimento das regiões onde se localizam.

Em 2015 concorri ao cargo de Reitor do IFSC, ficando em terceiro lugar na disputa.

Debate 1 – realizado no Auditório da Reitoria em 22 de outubro

Debate 2-  realizado no câmpus Florianópolis no dia 4 de novembro

Debate 3 – realizado no câmpus São José no dia 18 de novembro

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A seguir registro algumas considerações sobre a flexibilização da jornada de trabalho e sobre o primeiro debate para reitor do IFSC (2020 a 2024)

https://linkdigital.ifsc.edu.br/files…

https://blogdiariodoreitorifpr.files….

https://teses.usp.br/teses/disponivei…

http://w2.iffarroupilha.edu.br/site/m

Ata da 13ª reunião Ordinária do Colegiado Administrativo do Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina realizada no dia dezenove de novembro de dois mil e sete.

Aos dezenove dias do mês de novembro de dois mil e sete, ás quatorze horas, na Rua 14 de Julho, 150, bairro Coqueiros, Florianópolis, Santa Catarina, reuniu-se na sede da Unidade Continente, o Colegiado Administrativo do Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina, sob a presidência de Consuelo Aparecida Sielski Santos. Estavam presentes os seguintes conselheiros: xxxxxxx   Outros Assuntos. Consuelo Aparecida Sielski Santos informou que entre os dias vinte e seis e vinte e oito de dezembro haverá expediente normal. Já durante o mês de janeiro, o expediente terá horário reduzido, conforme a seguir: de segunda a quinta-feira expediente das treze às dezenove horas e às sextas-feiras das oito às doze horas. Foi discutido sobre a normatização da jornada de trabalho dos servidores, a partir de dois mil e oito todos deverão se adequar à jornada de oito horas de trabalho, caso contrário deverão solicitar redução de carga horária com desconto proporcional na folha de pagamento. Foi informado que a nova proposta para avaliação do estágio probatório será a apreciada pelo Colegiado de Recursos Humanos e posteriormente será posta em prática. xxxxxxxxxxxxxx

 

 

 

jesué Graciliano da Silva <jesue@ifsc.edu.br>
06/07/11
para todos
NOTA DE ESCLARECIMENTOS AOS SERVIDORES (SOBRE A FLEXIBILIZAÇÃO)
Prezados servidores, gostaria de ressaltar mais uma vez que sou favorável à flexibilização da jornada de trabalho dos servidores técnico-administrativos em educação,  a qual deverá implantada no IF-SC dentro dos preceitos legais. Face aos últimos acontecimentos faz se necessário esclarecer algumas questões.
Não recebi a informação da ex-Reitora prof Consuelo de que ela havia acordado que a Minuta elaborada pelo GT deveria ser assinada sem ressalvas. Recebi informação apenas de que o GT deveria apresentar a minuta no Colégio de Dirigentes.
A maioria dos membros do Colégio de Dirigentes também se manifestaram por desconhecer essa informação. Deve ter havido ruído de comunicação.
Normalmente os grupos de trabalho realizam propostas, relatórios ou  minutas que são apreciadas pelos órgãos competentes para depois tornarem-se regulamentos após as alterações, se estas forem necessárias. Nenhum Grupo de Trabalho é deliberativo. E por isso levamos a Minuta do GT para avaliação pelos membros do Colégio de Dirigentes. E é preciso lembrar que a reunião do Colégio de Dirigentes é consultiva ao Reitor, conforme Lei 11.982 de 2008.
Tomei conhecimento do rascunho da minuta há um mês e desde esse período venho analisando seu teor. Participei de algumas reuniões como convidado do  GT e por isso tomei a liberdade de realizar algumas poucas correções que entendi necessárias do ponto de vista legal.
Minha intenção foi a de ajudar a resolver de vez essa questão, saindo da reunião com uma Resolução viável de ser aplicada dando segurança a todos os envolvidos.
A partir das correções que realizei,  levei uma proposta ao Colegiado, a qual devido ao adiantado da hora não coloquei em apreciação. Conforme encaminhamento do Colégio de Dirigentes, vamos fazer uma reunião com o GT para analisar as propostas de alterações.
Em nenhum momento fui desrespeitoso com o Colégio de Dirigentes. Defendo a gestão participativa como princípio e acredito que as discussões realizadas com transparência, tranqüilidade,  ética e respeito são fundamentais.  Com a participação de todos há um comprometimento maior com a implantação das decisões tomadas.
Tenho estudado o tema da jornada de trabalho há mais de 3 anos. Como ex-Diretor eleito do Campus São José vivenciei  a dificuldade da falta de uma regra legal que orientasse a questão. Respeito a dedicação do GT nesses 4 meses, mas não posso desconsiderar minha experiência nesse momento em que há riscos de implicações financeiras.
Sei que nesses anos de gestão contribui muito, junto com outros profissionais,  para que a flexibilização tivesse amparo legal no IF-SC. A resolução 08/2008 foi referência para diversos outros institutos federais. Denúncias internas e externas levaram a sua revogação pela ex-Reitora.
O Colégio de Dirigentes construiu a Resolução 01/2011 corrigindo as falhas e procurando evitar novas denúncias. Agora estou propondo uma Resolução mais avançada que garanta a ampliação da aplicação da flexibilização.
Ouvimos nas assembléias que a concessão não é prerrogativa do Colégio de Dirigentes e sim do Reitor, como autoridade máxima prevista no Decreto 1590/1995. Possuímos nota técnica do SINASEFE nesse sentido. Se essa é uma prerrogativa do Reitor, este deve tomar todas as precauções necessárias. Isso é ser responsável como gestor público.
Como servidor público do IF-SC há 18 anos, sempre fui leal a essa instituição e sempre fui filiado ao SINASEFE. Entendo como antiético insinuar que quebrei acordos firmados, dos quais eu desconhecia.
Se a Minuta tinha argumentos juridicamente sustentáveis, ela teria condições de passar por avaliação técnica e jurídica.
Na mesma linha de trabalho estamos buscando uma solução para a questão da progressão funcional dos docentes. Estamos empreendendo esforços para regulamentação da questão pelo governo. Manterei a comunidade bem informada de cada ação nesse sentido.
Estamos em fase de transição. Temos diversas questões que precisam ser encaminhadas com urgência. Com transparência e educação encontraremos solução para essas e outras questões.
É importante a busca do entendimento e da verdade, porque é isso que buscam os homens de bem.
Trabalhamos como educadores e devemos ser exemplos de ética e de moralidade para nossos estudantes.
Agradeço a atenção.
Prof. Jesue G. da Silva – Reitor pro tempore do IF-SC

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