10 anos de transformação em Institutos Federais

Há exatos 10 anos realizamos um plebiscito sobre a transformação do CEFET-SC em Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia. No dia 28 de fevereiro de 2008 ocorreu a votação no câmpus São José. Nos demais câmpus a votação ocorreu no dia 6 de março por conta da diferença de calendários. No ano de 2014, em conjunto com a prof. Consuelo Sielski e Marcelo Carlos Silva escrevemos o livro digital  TRANSFORMAÇÃO DO CEFET-SC EM IFSC: CONCEPÇÕES, CONQUISTAS E DESAFIOS . Nele procuramos mostrar algumas questões desconhecidas desse processo.

Trata-se de um registro detalhado dos bastidores de um importante momento na vida dos Institutos Federais Brasileiros e em especial do IFSC.

No livro procuramos mostrar como surgiram as concepções iniciais de reorganização da rede federal de educação profissional e como se deu o processo de sua institucionalização por meio do Decreto número 6.905/2007, da Chamada Pública 02/2007, da realização de consulta pública sobre a transformação, da tramitação do Projeto de Lei número 3.775/2008, da Lei de criação dos Institutos Federais número 11.892/2008, da elaboração do Estatuto, do Regimento Geral.

Obtivemos depoimentos de diversos servidores do IFSC, do IFC, do IFSUL e do IF-Farroupilha, que contam como perceberam o processo de transformação e apontam alguns desafios para a rede federal. Os números da rede federal EPT mostram que a maior parte dos atuais servidores docentes e administrativos dos Institutos Federais foram contratados após o processo de transformação.

Nossa preocupação, além de documentar esse processo, é contribuir com reflexões sobre os desafios que ainda precisam ser superados pelo IFSC para institucionalização dos princípios defendidos junto à comunidade acadêmica durante o processo de transformação que ocorreu em fevereiro e março de 2008.

Durante os debates que precederam o plebiscito foi divulgado que os câmpus teriam sua autonomia aumentada. Na prática o que aconteceu ao longo dos anos foi que, em muitos casos, as Reitorias passaram a centralizar o processo decisório.

Por isso é importante a reflexão:  O que melhorou e o que piorou? Alguns colegas dizem que perdemos o foco e que isso terá repercussões negativas no futuro. Outros afirmam que ampliamos nossa capacidade de contribuir para a transformação social.

Para conhecer mais sobre a questão da AUTONOMIA DOS CÂMPUS acesse aqui:

https://jesuegraciliano.wordpress.com/reflexoes/autonomia-dos-campus-dos-institutos-federais/

Atenciosamente,

Prof. Jesué Graciliano da Silva