10 anos do processo de expansão da Rede Federal EPCT

No dia 24 de junho de 2015 o processo atual de expansão da rede federal de educação, ciência e tecnologia (EPT) completará 10 anos.

A rede passou de 154 unidades (câmpus) em 2005 para 562 no final de 2014. O número de matrículas regulares nos cursos técnicos e superiores passou de menos de 200 mil em 2005 para um milhão em 2014.

Antes concentrada nos grandes centros, a RFEPCT atende atualmente a 85% das microrregiões brasileiras.  A decisão sobre a localização dos novos câmpus levaram em conta critérios espaciais (atendimento a mesorregiões não atendidas no Plano de Expansão I), econômicos (um câmpus em cada cidade-polo – APLs no Plano de Expansão II) e socioeconômicos (atendimento prioritário aos territórios da cidadania e APLs). Critérios políticos, apesar de raramente admitidos, também influenciaram o posicionamento dos novos câmpus.

Com um câmpus para cada 10 cidades brasileira e com centenas de polos de EAD, a rede tem ampliado sua participação na disseminação da educação profissional e tecnológica.

No entanto, a rede federal ainda oferece apenas 20% das matrículas na educação profissional (INEP/MEC 2010). As redes municipais, estaduais e privadas ainda são maioria em um país de dimensão continental.

Nesse contexto, avaliar o processo de expansão e compreender como a presença dos novos câmpus contribuem para o desenvolvimento regional é de fundamental importância.

Por atuar há 21 anos no câmpus São José do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina, participamos de todas as fases da expansão.

Ainda no ano de 1988, a cidade de São José recebeu a primeira Unidade Descentralizada (UnED) da então Escola Técnica Federal de Santa Catarina (ETFSC). Critérios políticos são os mais prováveis para explicar a construção de mais um câmpus na região da Grande Florianópolis, e não na maior cidade industrial do Estado, que é Joinville.

Em 1994 tiveram início as aulas na Unidade Descentralizada de Jaraguá do Sul. Em 1995 foi instalada a Gerência Educacional na cidade de Joinville. Essa foi a fase chamada de pré-expansão.

Em 2003, foi compromisso da então candidata, prof. Consuelo Sielski Santos a interiorização do CEFET-SC. Desde o início de 2004 diversas ações foram efetivadas nesse sentido.

Com o apoio do então deputado Cláudio Vignatti e da então senadora Ideli Salvatti tiveram início as tratativas para instalação do câmpus Chapecó, antes mesmo do lançamento da fase I do Plano de Expansão pelo ministro Tarso Genro, que só ocorreu em 24 de junho de 2005.

Logo após a conclusão da fase I da expansão, quando foram entregues 60 câmpus, houve lançamento da Chamada Pública 01 (24/4/2007) para construção de mais 150 câmpus na fase 2 da expansão.

Paralelo ao processo de expansão, em 2008 a rede foi reestruturada com a transformação dos CEFETs, EAFs e parte das Escolas Vinculadas em 38 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.

Em 16 de agosto de 2011 foi lançada a fase 3 da expansão, que previu a construção de mais 208 câmpus até 2014. Diversos deles ainda deverão ser concluídos somente em 2015.

O Instituto Federal de Santa Catarina – criado a partir do CEFET-SC passou de 3 unidades em 2005 para 19 em 2011 e 21 em 2014. Já o Instituto Federal Catarinense – criado a partir da integração das escolas agrotécnicas de Concórdia, Rio do Sul e Sombrio, mais os colégios agrícolas de Araquari e Camboriú, que eram vinculados à Universidade Federal de Santa Catarina – já conta com 15 câmpus.

No IFSC, passamos de pouco menos de 5 mil estudantes para mais de 30 mil em 20 cidades e mais de 30 pólos de Educação a Distância. E o mesmo vem ocorrendo com o Instituto Federal Catarinense, parceiro no desafio de interiorizar e expandir o oferta de educação profissional e tecnológica em todo o estado.

Desde 2011 o IFSC vem empreendendo esforços para ampliar a integração com as demais instituições congêneres do estado. Na Figura 1 é possível observar como os câmpus do IFSC, do IFC, da Universidade da Fronteira Sul e da UFSC se distribuem no estado.

todos os campus

 

Figura 1- Mapa com as instituições federais no estado catarinense.

Para registrar os 10 anos da expansão da rede EPT, vamos focar principalmente nos acontecimentos da região Sul do Brasil. A expansão ocorreu de forma semelhante em todo o país.  Estamos disponibilizando diversos documentos tais como boletins informativos, vídeos, imagens e depoimentos de dirigentes. Vamos entrevistar também ex-alunos para mostrar o quanto a formação profissional tem feito a diferença na vida destes egressos.

Como Diretor do câmpus São José, de 2003 a 2006, acompanhei os bastidores que levaram à instalação do câmpus Chapecó, Joinville e Continente. Em julho de 2007 participei da  Comissão Nacional de Avaliação dos projetos apresentados para seleção das 150 cidades-pólo, conforme previsto na Chamada Pública 01/2007.

De 2008 a 2011 participei da Comissão de Implantação dos Câmpus da fase 2 da Expansão do IFSC.

No dia 16 de agosto de 2011, então como reitor pro tempore do IFSC participei do ato de lançamento do Plano de Expansão 3 em Brasília.

Como Reitor pro tempore do IF-Farroupilha conheci também como estava ocorrendo a expansão daquele Instituto e visitei alguns novos câmpus do IFSul e do IFRS. Na mesma condição, no IF-Paraná acompanhei de perto um dos mais vigorosos processos de expansão da rede EPT.

A expansão da rede EPT tem estórias interessantes e desconhecidas. Por isso é importante ouvir os depoimentos de diversos de seus protagonistas.

Vídeo institucional do CONIF sobre a rede EPT

Prof. Jesué Graciliano da Silva

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