Perguntas e respostas sobre o IFSC

Respostas da ambientação

Caros servidores, disponibilizamos diversas perguntas e respostas sobre o IFSC no link:

http://www.ifsc.edu.br/menu-institucional/servico-sic

A seguir apresentamos as respostas a algumas das dezenas de perguntas realizadas pelos novos servidores durante o evento de Ambientação. Os nomes dos servidores foram suprimidos por questões éticas.

1- O que lhe motiva a vir trabalhar nesses 20 anos mesmo nos dias mais dificeis?
R. Eu penso que é preciso ter um pouco de idealismo de que é possível mudar o mundo em que vivemos por meio da educação profissional. Isso não acontece em 1 ou 2 anos, mas ao longo de décadas de trabalho duro. Tenho estudado como EUA, Canadá, França, Inglaterra, Japão e Alemanha fizeram para se desenvolverem. A educação e o empreendedorismo desses povos têm feito a diferença. O Brasil também pode. Não basta o Brasil ser a sexta economia do mundo. Precisamos usufruir da riqueza que produzimos. Penso que as pessoas precisam atingir um nível de educação que lhes garanta autonomia inclusive para construir seu próprio itinerário formativo. Hoje em dia já não é preciso ir para as universidades para aprender continuadamente. A educação a distância é uma opção viável. O conhecimento está à nossa disposição, desde que saibamos como acessá-lo. Como todo ser humano nem sempre enfrentamos dias bons. Mas quando isso acontece sempre me lembro que tenho o dever de trabalhar duro, com humildade e paciência para tentar mudar o que está nos atrapalhando.  Penso que escolhi trabalhar como educador e que tenho uma missão especial de ajudar a melhorar a vida de nossos estudantes.  Lembro que eles esperam de nós a sabedoria de entender que todos têm problemas, mas todos eles têm solução.  Quando isso não resolve sempre me lembro que o sol é uma estrela de 5. grandeza. Que a Terra é só um pontinho no céu. E que nossos problemas não podem ser tão grandes assim. Nós transformamos os problemas em grandes porque os enxergamos assim. Sei que a função docente é mais fácil para você empreender ao longo de uma carreira. Mas os TAES também têm diversas oportunidades para inovarem e a proporem coisas novas sempre.  Não devemos deixar nosso trabalho cair na rotina. Algumas vezes precisamos assumir desafios maiores para criar uma situação de desconforto bom, onde podemos amadurecer cada vez mais. No final não existem mesmo dias difíceis. Nós os fazemos assim. Todo mundo tem problemas, mas podemos lidar com eles de forma positiva, achando sempre o lado positivo ou deixar que os problemas nos desanimem. É uma escolha diária. Todos os dias temos a oportunidade de fazer diferente e melhor do que fizemos ontem e podemos ajudar nossos colegas e nossa família a serem mais felizes.

2- Como otimizar o tempo quando se está na instituição ? Como lidar com o acúmulo de atividades ?
R. No livro Liderança Ética e Servidora há um capítulo chamado: Tempo: uma questão de prioridade ! Precisamos aprender a priorizar em todos os níveis. Por favor leia e me envie sua análise sobre o tema.http://liderancaeticaeservidora.wordpress.com/capitulos-do-livro/tempo-uma-questao-de-prioridade/Todos nós recebemos as mesmas 24 horas todos os dias e o que fazemos com esse tempo faz toda a diferença. Algumas pessoas não conseguem separar o que é urgente daquilo que é importante. Passam todos os dias correndo atrás do que é urgente e esquecem o que é fundamental. Mário Sérgio Cortella diz em suas palestras que para viver em plenitude é preciso ter consciência de que se é finito. Ele cita que na Capela dos Ossos, em Portugal, há uma inscrição: “Nós, ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos.” Existe uma técnica chamada de “princípio de Pareto” que é muito útil principalmente para as pessoas que têm dificuldade em priorizar. Esse princípio também é conhecido como “80-20”. Ele diz que, para muitos fenômenos da natureza, 80% das consequências advêm de 20% das causas. Ou seja, não adianta querer resolver tudo ao mesmo tempo. Precisamos saber mesmo é priorizar.

3-Qual o maior desafio que o IFSC tem ou terá como instituição educacional?

R. Cada servidor do IFSC tem uma visão sobre essa questão. Não há uma compreensão única. Por isso é importante a construção de nosso PDI de forma participativa (PDI = plano de desenvolvimento institucional). Nesse documento temos diretrizes norteadoras construídas a partir da discussão coletiva. Conforme falado na ambientação, temos diversos desafios. De todos, penso que hoje temos que consolidar os nossos câmpus da expansão com a contratação de novos servidores, aquisição de equipamentos para laboratórios, capacitação das equipes e conclusão das obras. Temos ainda que melhorar o acompanhamento do processo pedagógico para reduzir a evasão e otimizar a oferta de vagas. Com essas questões bem encaminhadas o grande desafio é tornar o IFSC uma instituição de nível internacional onde servidores docentes e administrativos e estudantes tenham amplas possibilidades de mobilidade entre instituições semelhantes no Brasil e no exterior.

4- Como podemos fazer uma caminhada de sucesso dentro da instituição? Há mais apoio ou mais pessoas que tentam nos derrubar?
R. Penso que devemos trabalhar todos os anos como se fosse nosso primeiro na instituição, com ética e respeito aos colegas e estudantes. Não conheço ninguém dentro do IFSC que conte com o apoio de 100% das pessoas. O importante é saber conviver.  O IFSC está sempre aberto para ideias novas dos novos servidores. Boas ideias são sempre bem vindas e não encontram oposição.  Para você fazer uma caminhada de sucesso sugiro que você pratique todos os dias o  conceito de ética da reciprocidade: fazer com os outros o que queremos que façam conosco.

5- O que fez com que o IFSC fosse eleito por 5 vezes o melhor do país?
R. Temos recebido o melhor IGC do Brasil durante os últimos 5 anos. Temos orgulho desse fato. Após conhecer diversos outros Institutos Federais posso atestar que o IFSC é uma das instituições mais organizadas do país. Isso é fruto do trabalho bem feito dos servidores docentes e administrativos.  Fruto também da competência de nossos estudantes. Isso faz com que sejamos referência em uma série de áreas. Mas não me preocupo muito com o IGC, pois ele é avaliado tendo como referencia a infraestrutura e o desempenho dos estudantes de um campus do IFSC. Se nosso IGC cair de um ano para o outro não vai significar necessariamente que tenhamos piorado. Pode ser um sinal de que precisamos melhorar em determinadas áreas. Temos que continuar aperfeiçoando a gestão pedagógica e administrativa todos os dias. A avaliação positiva é consequência.

6- Como o IFSC contribui para o desenvolvimento de Santa Catarina?

R. Em 10 anos nossa instituição se transformou de ETF-SC em CEFET-SC (2002) e finalmente em Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (2008). Em 5 anos passou de 3 campi para 19 campi distribuídos em todo estado catarinense. Serão 21 campi até 2014.  Considerando-se os 16 campi do Instituto Federal Catarinense, serão 37 campi dos Institutos Federais distribuídos por todas as mesorregiões catarinenses. Essas instituições exercem significativa influência em sua região. Muitos estudantes são promovidos nas empresas em que trabalham por causa da formação profissional. Muitos estudantes tornam-se empreendedores e abrem seus próprios negócios. Diversas empresas passam a se instalar nas proximidades dos nossos campus para se beneficiar da mão de obra qualificada. Muitos estudantes do oeste catarinense e de outras cidades pequenas não precisam mais deixar suas cidades para estudar na capital, porque o IFSC e o IFC estão oferecendo cursos em diversos campus do estado. Essas transformações não acontecem no primeiro ano de implantação, mas ao longo dos anos.

7- Como crescer profissionalmente no IFSC?

R. Do ponto de vista acadêmico é importante que você realize as capacitações oferecidas pela instituição e procure realizar cursos de especialização, mestrado e doutorado durante sua trajetória profissional.  Em muitas situações é possível a solicitação de liberação de carga horária para estudo. O horário de estudante é um direito de todo servidor. Você se desenvolverá como profissional e terá aumentos gradativos em seu salário. Veja seu plano de carreira no site: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11091.htm Também é possível aprender muito participando de comissões, colegiados e assumindo funções gratificadas e cargos de direção. Alguns deles dependem de indicação dos Diretores e do Reitor, que sempre dão preferência aos servidores mais dedicados e mais preparados para as funções gratificadas.

8- Como eu fico sabendo dos cursos de capacitação?  Em que site?

R. Você receberá mensagem por meio eletrônico sempre que novos cursos forem abertos (webmail do IFSC). Você pode também consultar na internet cursos de sua área (oferecidos pela ENAP por exemplo) e solicitar para sua chefia imediata a possibilidade de realizá-los como forma de melhorar o desenvolvimento de suas atividades como servidor. Estamos estudando a construção de um Portal da Capacitação para organizar em um só lugar todos os cursos oferecidos. Estamos à disposição para qualquer dúvida que você tiver. Desejo que você continue motivado ano após ano, como você se encontra hoje !

9- Para quais outras regiões do estado a instituição pretende expandir ?

R. O IFSC é uma autarquia vinculada ao MEC e ao governo federal. Nesse momento estamos implantando 3 novos campus dentro do Plano de Expansão 3: São Carlos, Tubarão e Garopaba. Até 2014 não serão autorizados a abertura de novos campus. Com 21 campus atendemos todas as mesorregiões de SC. Temos ainda o IFC – Instituto Federal Catarinense que também atende algumas cidades importantes não atendidas pelo IFSC (Concórdia, Blumenau, Camburiu etc). O que pode ser facilmente ser realizado é a oferta de vagas em algumas cidades menores a partir dos campus já implantados. Isso pode ser feito por meio de cursos do PRONATEC ou de cursos EAD – pólos presenciais. Entendemos que uma discussão sobre a expansão poderia ser realizada para evitar que tenhamos perda de eficiência por causa do aumento excessivo de câmpus. Entendo que, se for dado o tempo para que a estrutura do IFSC se acomode e que os novos câmpus possam se consolidar então podemos ter um número maior de câmpus sem comprometer a capacidade de gestão.

 10- Qual o desafio do IFSC em relação à educação sustentável?

R. O desafio é implantar a cultura da sustentabilidade nos servidores e alunos. Especificamente sobre “educação ambiental”, fazemos parte do CIEA/SC – Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental do Estado de Santa Catarina.  A comissão tem por finalidade identificar, analisar e propor ações e processos participativos na construção e acompanhamento de políticas e programas de Educação Ambiental no Estado de Santa Catarina.

11- Que conselhos poderia ser dado para quem está ingressando agora no serviço público, especialmente no IFSC ?

R. Minha sugestão é que os novos servidores procurem se capacitar permanentemente.  Trabalhem honestamente e procurem ser cada vez mais éticos.  Os desafios são inerentes de todas as profissões e podem ser superados com determinação e otimismo.

12- Se o IFSC pretende atingir o público em vulnerabilidade social, por que exige nos seus concursos nível superior com mestrado e doutorado? 

R. O IFSC possui em seus quadros diversos doutores e mestres que realizaram importantes pesquisas na área de inclusão social.  A exigência de mestrado e doutorado em alguns cursos se deve ao fato de que o IFSC está lançando cursos superiores de tecnologia e de engenharia, onde há uma exigência de 50% de mestres e doutores para fins de reconhecimento.

13- Como incentivar a leitura e a troca de conhecimentos entre os servidores dos campus / Reitoria do IFSC ?

R. Sempre é possível a organização de boas campanhas de compartilhamento de livros, realização de eventos de apresentação de resenhas etc. Muitas vezes o que é preciso é uma campanha de marketing para sensibilizar e mobilizar as pessoas para a mudança de comportamento. A leitura é um hábito que exige disciplina. A televisão e a internet têm tomado muito do precioso tempo das pessoas. Quanto à troca de conhecimentos, existem muitos grupos de trabalho já organizados no IFSC. Eles utilizam fóruns, correio eletrônico para interação.  Também temos salas de webconferência que podem ser bem utilizadas para isso. Acreditamos muito no compartilhamento de boas práticas como o caminho para a melhoria da gestão pública.

 14- Por que existem regras diferentes entre os Institutos Federais ?

R. Os Institutos federais brasileiros são autarquias que possuem autonomia. Isso faz com que algumas leis e decretos sejam interpretados de forma diferente.  Com o aumento da interação entre os reitores no CONIF – Conselho que reúne os 38 Reitores dos Institutos Federais – há um movimento para uniformização de procedimentos em todo o país. Mas isso ainda está em curso. Dentro do IFSC  temos também o desafio de uniformizar os procedimentos, mas sem comprometer as diferenças regionais. Acreditamos que, por justiça, todos devem receber tratamento igual, mas que devem ser respeitadas as características individuais de cada câmpus. Não se pode querer que o câmpus Florianópolis tenha estrutura igual ao câmpus Tubarão, que acaba de ser implantado. Precisamos ter bom senso para não padronizar o que não é preciso.

15- Como nós, novos servidores, podemos contribuir para o crescimento do IFSC?

R. Penso que os novos servidores devem trabalhar todos os anos como se fosse o primeiro na instituição, com ética e respeito aos colegas e estudantes.  É importante que todos aprendam a exercer bem feito suas funções e que possam contribuir com o IFSC trazendo idéias inovadoras. Boas ideias são sempre bem vindas e não encontram oposição. Basta saber apresentá-las,  porque o novo assusta. Aprendam a conviver com as pessoas diferentes, procurando compartilhar as boas práticas.  Participem dos colegiados e grupos de trabalho. Isso contribuirá para a melhoria da gestão. Tenho um exemplo que me chamou a atenção:

 https://jesuegraciliano.wordpress.com/2015/02/18/a-inovacao-trazida-pelos-novos-servidores/

16- Como conhecer os procedimentos ligados aos setores? 

R. Durante a ambientação os novos servidores devem solicitar para suas chefias o repasse das normas e procedimentos necessários para a realização do trabalho. É importante conversar muito com a chefia imediata e perguntar qual é a expectativa dela. Apesar da Lei 8112/1990 ser aplicada para todo o serviço público, há variação de expectativas entre uma chefia e outra. Isso é importante porque os novos servidores têm o direito de saber como serão avaliados ao final do estágio probatório. Para conhecer as normas do IFSC, basta acessar a internet e clicar http://cpn.ifsc.edu.br.

17- Qual a importância do IFSC na formação política do cidadão?

R. Uma instituição educacional é antes de tudo um espaço de emancipação e preparação de cidadãos para a convivência social. Essa convivência respeitosa e democrática deve levar em consideração a pluralidade de idéias de todo grupo social. Em uma instituição educacional,exercitamos o que esperamos ser o ideal de nossa sociedade. Nesse exercício democrático, os alunos se transformam e logo depois podem transformar suas comunidades com novas idéias e concepções. A presença dos alunos nos nossos Colegiados é fundamental para que os mesmos sejam co-responsáveis pelo processo de ensino-aprendizagem. Além disso, os alunos que participam das deliberações coletivas aprendam desde cedo como se comportar na sociedade, opinando, criticando e se comprometendo com os resultados da gestão. Esse caráter pedagógico do Colegiado da Comunidade Escolar é valorizado e defendido pela comunidade como uma das mais importantes conquistas da instituição.

 18- Existe um código de ética do IFSC ?
R. O servidor do IFSC está submetido ao Código de ética do servidor público aprovado pelo Decreto 1171/1994:
Também deve respeitar a Resolução 57 aprovada pelo Conselho Superior do IFSC no ano de 2010.  Nela há o código de conduta ética que deve ser respeitado pelos servidores públicos do IFSC.
Para entrar em contato com a Comissão de Ética basta enviar mensagem para: etica@ifsc.edu.br

Outras questões ainda em fase de elaboração das respostas:

1- Qual a previsão de cursos de mestrado no IFSC?

R. Até 2013, o IFSC já contava com um curso de mestrado profissional no câmpus Florianópolis na área de MECATRÔNICA.  No nosso PDI e no site do IFSC há a relação de todos os mestrados já aprovados e em fase de implantação.

2- Qual o critério utilizado na escolha das cidades onde são instalados os câmpus dos Institutos Federais?

R. O governo utilizou critérios socioeconômicos tais como IDH e os territórios da cidadania.  O objetivo inicial era atender todas as mesorregiões brasileiras. Também se preocupou em atender aos Arranjos Produtivos Locais.

3- Qual a diversidade de cursos? Observo que em alguns câmpus há uma única área. Isto é avaliado pelo local em que o câmpus se encontra?

R. No início de um câmpus o importante é consolidar o processo de ensino-aprendizagem com poucos cursos, até porque o quadro de servidores tem sido recebido de forma escalonada.  São realizadas audiências públicas e pesquisa em campo para avaliar as áreas oferecidas. Mas com o tempo os cursos podem ser modificados a partir das discussões que são realizadas com a comunidade interna e externa.

4- O que a mudança de nomes reflete no funcionamento da instituição ? O que mudou no dia a dia, por exemplo, de CEFET-SC para IFSC?

R. Atualmente temos mais possibilidades de realização de pesquisa do que quando éramos CEFET-SC. Também ficou mais fácil fazer convênios com universidades do mundo todo.  Houve equiparação da carreira com a de professor universitário praticamente.  O IFSC passou também a ofertar licenciaturas a partir da constituição dos Institutos Federais.

5- O IFSC deve competir com as universidades no papel de educar? No que ele diverge das Universidades?

R. O IFSC oferta desde FIC – Formação inicial e continuada até cursos de mestrado profissional. Nosso itinerário formativo é verticalizado. E temos compromisso legal de ofertar no mínimo 50% de nossas vagas no ensino técnico.  Não deve haver competição. Devemos atuar em sintonia integrando inclusive nossas ações sempre que possível. Entendo também que a pesquisa e as extensão desenvolvida nos Institutos Federais devam ter caráter mais aplicado à solução dos problemas regionais. Essa compreensão é fruto da leitura das finalidades dos Institutos Federais.

6- O que o IFSC espera de mim?

R.  Penso que o IFSC espera motivação, ética e compromisso real com o aprendizado e sucesso dos estudantes.

7- Dos 105 anos de história do IFSC, o que você considera mais marcante?

R. É muito difícil escolher um período, porque não vivi outras épocas. Mas de 2002 até hoje passamos por 2 transformações e ampliamos o número de câmpus em 7 vezes e o número de estudantes em 6 vezes. Penso que o período de 2002 a 2012 foram especiais. Pelas palestras que já assisti, penso que na época da ditadura militar a ETFSC sofreu muita pressão política. Deve ter sido um período difícil demais para servidores e estudantes.

8- O que é mais importante para a instituição? A qualidade dos alunos que se formam ou a quantidade?

R. O IFSC vem ampliando a quantidade de estudantes sem abrir mão da qualidade, sendo reconhecida em todo Brasil como uma das melhores instituições federais de educação, ciência e tecnologia. Temos que garantir qualidade e quantidade.

9- Qual a ligação entre o IFSC e o IFC?

R. São instituições parceiras (irmãs), criadas por meio de mesmo ato legal. A história de concepção das duas é muito diferente.  Escrevi um pouco sobre isso no livro: https://transformacaodocefetscemifsc.wordpress.com/

Mas atualmente as duas reitorias têm dialogado muito para traçar políticas integradas.

10- Qual a próxima etapa de mudança que o Instituto poderá ter em questão de expansão e nomenclatura?

R. Espero que não ocorra nenhuma mudança de nomenclatura por algumas décadas. Penso que poderia ser criada uma estrutura de gestão regionalizada, a partir da discussão sobre um novo modelo de gestão que coloque a Reitoria mais próxima da realidade de todos os câmpus.

11- Em 105 anos de história, o que há de permanência e o que há de mudança?

R. Penso que o que mais chama a atenção é que nossa instituição tem tido o reconhecimento da sociedade catarinense ao longo de um século de existência.

12- Qual o critério para escolha dos cursos nos câmpus?

R. Um dos momentos mais marcantes na instalação de um novo câmpus é a Audiência Pública realizada nas cidades para se avaliar quais são as demandas locais por formação profissional. Nesses eventos é comum que uma multiplicidade de áreas sejam apontadas como de interesse. Em diversas situações,  sindicatos mais organizados promovem uma grande mobilização para solicitar cursos específicos em suas áreas de interesse. Por isso nem sempre a audiência pública é representativa dos interesses regionais, porque não é possível se garantir a proporcionalidade dos diversos segmentos que compõem a sociedade.  Nesse sentido os Institutos Federais costumam realizar pesquisas de demanda mais detalhadas para se definir quais são os cursos mais demandados pela sociedade. Conforme Amaral e Rocha (2008), é importante identificar as diretrizes econômicas ou vocações produtivas de um lugar ou de um conjunto regional. “A verificação em campo é importante e requer atenção. Primeiro, pela viabilidade nos negócios que envolvem os setores produtivos locais e/ou regionais. Depois, para que algumas questões possam vir à tona: em quais setores o empresariado local e/ou regional continua investindo? Em que medida despontam novas atividades produtivas? Como tem se comportado a curva de empregos e absorção de trabalhadores nos segmentos produtivos considerando a área de estudos? Qual a viabilidade em se investir em formação profissional considerando a demanda de empregos dos setores produtivos, hoje?”  (AMARAL E ROCHA, 2008). Em Santa Catarina, o IFSC realizou a pesquisa de demanda por cursos em cada cidade onde os novos câmpus foram instalados.  A amostragem estabelecida por estratificação foi composta por: Empresários: investidores nos setores de atividade afins aos cursos técnicos oferecidos; Trabalhadores: funcionários contratados pelo empresariado local que desempenham atividades afins aos cursos técnicos oferecidos; Pequenos produtores familiares: trabalhadores rurais e suas famílias, produtores em pequena escala a fim de subsistência, comercialização a granel ou integrado à agroindústria; proprietário de terras produtivas, em pequena escala, com intenso uso da mão de obra doméstica; Desempregados: trabalhadores de qualquer área profissional em situação de mão de obra ociosa a procura emprego; Estudantes de ensino médio: alunos cursantes do último ciclo da educação básica; Proprietários de empresas de manutenção e revenda automotiva: empresários particulares, de empresas de pequeno e médio porte, de mecânica e/ou revenda de automóveis e/ou  maquinários agrícolas; Pequenos produtores da pesca artesanal: pescadores e demais membros de sua família envolvidos com a atividade pesqueira nos moldes tradicionais, de subsistência, comercialização a granel e/ou em pequena escala.

13- Existem pesquisas / colaboração entre o IFSC e as demais instituições de ensino públicas?

R. Cada vez mais o IFSC vem se integrando com a UDESC, IFC e UFSC para avaliar oportunidades de trabalho conjunto.

 

 

14- Em um contexto de expansão do IFSC como promover a gestão participativa efetiva e não apenas consultiva?

R. Penso que a verdadeira gestão participativa ocorre quando há envolvimento pleno dos estudantes e servidores na discussão dos grandes problemas e desafios do câmpus. Não dá para chamar todo mundo em praça pública sempre que precisamos decidir algo. Mas nada impede que os representantes dos alunos, TAEs e docentes façam uma articulação mais forte com seus segmentos antes de votarem no Colegiado do Câmpus.  Ou seja, podemos fortalecer a gestão participativa fortalecendo o Colegiado dos câmpus.

15- Pela sua fala, a implantação do IF são por região e não só pela cidade. Todavia observo que quando se faz o plano de oferta de curso é direcionado para a cidade demandada.

R. Penso que a cidade em que o câmpus está instalado tem tido mais relevância na escolha, mas nada impede de um olhar mais regionalizado. Entendo que o câmpus pode ser um centro de formação da região ofertando, além de seus cursos regulares, cursos de extensão também nas cidades vizinhas, de acordo com a necessidade.


 

 

 

16- Qual o futuro do IFSC em 30 anos?

17- O que efetivamente mudou quando a instituição passou de ETF-SC para CEFET-SC e depois para IFSC?

18- Temos câmpus em cidades com realidades bastante distintas em termos de acesso à educação e bens culturais. Como mantemos a unidade institucional respeitando essas diferenças?

19- Quantos cursos na área ambiental ou florestal o IFSC tem atualmente?

20- Por que o IFSC não tem merenda?

21- O que o IFSC pode fazer para diversificar as áreas de atuação nas regiões sem apenas reforçar “as vocações” e esteriótipos regionais?

22- Quais são os critérios exigidos para a realização da flexibilização?

23- De que forma estaremos daqui a 5 anos?

24- Qual a perspectiva do IFSC para os próximos 5 anos?

25-  O IFSC está hoje em uma evidente expansão. Porém, há uma ideia (planejamento) de expansão limite para o estado? Quantos outros câmpus serão necessários para atingirmos 100% das regiões do estado?

26- O futuro dos Ifs, atividades, atuações e expansão está muito ou muito susceptível a mudanças nas políticas públicas?

27- A expansão da rede é excelente, mas há garantias de que seja financeiramente sustentável? Como evitar o sucateamento no futuro?

28- Como acontece o processo de escolha do reitor do IFSC?

R. Os reitores são escolhidos por meio de eleição, onde votam todos os servidores e alunos. A lei 11.892/2008 e o Decreto 6986/2009 estabelecem critérios para escolha. As eleições para escolha do novo reitor deverá acontecer no segundo semestre de 2015.

29-Existe a possibilidade de abertura de novos câmpus?

R.  Sim, a possibilidade é grande. O que pode ocorrer também é uma reestruturação da educação profissional com uma articulação dos institutos com o sistema S.

30- Qual a perspectiva de criação de novos câmpus no IFSC?

31- Até que ponto as unidades são sustentáveis, considerando a baixa demanda de certos câmpus?

32- Qual o processo para implantação de um novo câmpus do IFSC?

33- Quais são os desafios do IFSC para a próxima década?

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